Todos os lados


Uma vez me disseram que nós nascemos, vivemos e morremos no final.

Tudo bem, pode até fazer um pouco de sentido.

Mas na verdade eu acho que o sinônimo da nossa vida,

É morrer ao longo dos anos, aos poucos.

 

Deixando um rastro de vida pelas estradas que escolheu,

Para talvez se lembrar de não caminhar novamente sobre elas.

Morremos de minuto em minuto, de sol a sol.

Presenciamos o milagre do desperdício.

 

Morremos desperdiçando vida, afogando memórias.

Nós morremos, porque não aprendemos como viver.

Não aprendemos o que fazer, ou quem seguir.

Nós morremos, porque estar sempre vivo é chato demais.

 

Claro, você pode negar sua idade...

Botox, milhões de cremes anti-rugas e roupinhas modernas.

Mas você é incapaz de negar sua morte.

Ela será a única que vai lhe abraçar e lhe oferecer a mão no final.

 

Portanto, seja grata a ela. Seja grata a sua amizade.

E quando ela te chamar, olhe de frente e sorria.

Sorria, porque nenhuma historia tem um começo e um meio tão espetacular,

Que não precise de um bom final.

 

(André Rossetto)



Escrito por André Rossetto às 16h07
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É a sua vez, então você beija sua mão fechada.

Gira os dados por entre seus dedos em chamas.

Você imagina, talvez seja mais que imaginação.

Na verdade, você tenta manipular o destino.

 

Dá uma ultima tragada no seu cigarro,

Enquanto todos os olhos te golpeiam.

Fecha os olhos e sente os dados pegarem fogo,

Como um palito de fósforo dentro da sua mão.

 

Você está realmente pronto pra ganhar?

Sabe qual o preço a pagar se não estiver?

Você sabe, sabe muito bem disso.

Mas não é o que te importa agora, certo?

 

Você joga os dados e apenas assiste.

Assiste o destino acontecendo bem na sua frente,

E é como presenciar um milagre.

Tudo o que pode fazer é esperar.

 

E sussurrar o seu número da sorte:

Um “três” e um “quatro”.

Sete, você precisa apenas de um maldito sete!

E poderá beber seu conhaque, feliz!

 

O dado cai e colide contra o tecido verde da mesa.

Volta ao ar, rodopia e colide outra vez.

Volta à mesa e resolve ficar nela desta vez.

Suavemente, como se dormisse no veludo.

 

A atmosfera em volta da mesa te sufoca.

Homens de gravatas italianas com garotas no colo.

Bebendo “Bourbon” e “Martini Dry”.

Atentos, como se pudessem mudar os resultados.

 

É quando a sorte invade o salão.

Pede uma cerveja, pois não liga se parece vulgar ou não.

Vulgar é viver de mascara, fingindo moralidade,

Deixando sua mulher e filhos em casa pra ir ao puteiro.

 

 Ela senta-se ao seu lado e coloca em sua mão,

Mais do que uma oportunidade, uma escolha.

Não se engane, você tem sim uma escolha.

Ou teria se tivesse escutado a voz dela em seu ouvido.

 

Agora é só você e o destino.

Você e os olhares, os donos da verdade.

Agora é só você, apostando até o que você não tem,

Tentando ganhar o que disseram que você precisa.

 

André Rossetto.



Escrito por André Rossetto às 16h00
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A dor.

 

Vou falar um pouco sobre o que penso da dor:

Ela me atrai, como uma música magnética.

Uma sinfonia de sentimentos confusos.

Misturados com o que eu sei e o que estou aprendendo.

 

Disseram-me para tentar evita-la.

Atravessar a rua quando vê-la de frente.

Viver fingindo que ela não existe.

Omitindo a sua importância.

 

Mas, agora descobri que a amo.

Que se não senti-la, não entenderei,

Os meus valores, os meus méritos.

Não conseguirei ver por completo.

 

Então resolvi abrir a porta e convida-la a entrar.

Visitando meus ossos, minha pele e a minha carne.

Ver como ela pode ser linda pelo lado de dentro.

Sim, eu me apaixonei pela dor.

 

A dor, crua e fria, que brinda a vida.

E te proporciona a sensação única de sentir.

Sentir seu coração pulsando, o pulmão se enchendo de ar.

O sangue correndo e as lágrimas explodindo.

 

A dor, que te torna audacioso e sutil.

Que te mostra o que você realmente merece,

E te ensina como enfrentar seus próprios limites.

Que ensina como viver de olhos abertos.

 

André Rossetto.



Escrito por André Rossetto às 22h46
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Erros e algumas decisões.

 

Tento saciar esta obsessão.

Essa vontade insaturável de descobrir

O que acontece por trás destes olhos.

Não sei mais o que ouvir.

 

Ela se esquiva, mas acaba nas mesmas correntes.

Tentando escapar das perguntas

Com as mesmas respostas ‘espertinhas’.

Será que ela sabe mesmo o que quer?

 

Ela pensa no que dizer...

Será assim tão difícil escolher,

Ou será que ela complica a decisão

Com seu empate de alternativas?

 

Eu entendo... É uma questão de ponto de vista.

Decidir entre o confortável e o extraordinário.

Tudo bem, mas onde eu entro nessa história?

Não sei mais onde devo estar.

 

Será que estar comigo é tão simples assim,

Ou eu sou apenas mais um sonho distante?

Não sei... Mas o que me faz perder o sono

É não saber se tenho o controle do meu futuro.

 

(André Rossetto)



Escrito por André Rossetto às 19h28
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Ironia e o resto do ódio.

 

Ninguém mais pode tirar esse sorriso,

Esse brilho hilariante dos meus olhos.

Porque agora tudo faz muito sentido.

Isso tudo é tão engraçado...

 

Agora minha vontade de rir domina.

Domina minha inveja, meu ciúme.

Apenas sorrio, dando as costas.

A piada é tão irresistível...

 

Meus crimes são os mesmos

Que todos os outros cometem.

E essa história seria muito dramática,

Se não fosse tão cômica...

 

Eu fico procurando motivos para odiar,

Sentir-me mal e ter um dia ruim.

Mas, agora eu não consigo.

Porque na verdade, eu não preciso.

 

Eu só posso sorrir, é tudo que me resta.

Achar engraçado como você se contenta,

Com a primeira oportunidade trivial

Que aparecer no seu caminho.

 

(André Rossetto)



Escrito por André Rossetto às 01h48
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Tesouros enterrados.

 

O vento corre por entre as árvores,

Contando segredos e histórias antigas.

Espalhando novidades entre as folhas.

O vento carrega o som dos céus.

 

O vento conta lendas e mitos

De guerras antigas e esquecidas.

Fala sobre histórias que ouviu das ondas

Tesouros enterrados e navios naufragados.

 

O vento sussurra velhas cantigas

E declama a poesia da chuva.

Provocando redemoinhos de areia

A beira-mar, regendo o oceano.

 

O vento corre por entre os prédios.

Mudo, áspero e melancólico.

Entre a paisagem cinza da cidade.

Calado por não poder ser ouvido

 

(André Rossetto)



Escrito por André Rossetto às 14h08
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A Chuva.

 

Acordei com a chuva batendo na janela.

E com o frio do começo da manhã.

Acordei só pra perder tempo.

Ou pra procurar algo novo pra fazer.

 

Você não imagina onde estive.

Por onde passei e que caminho eu fiz.

Eu vi tantas coisas por ai.

Mais extraordinárias do que você possa acreditar.

 

Tantos rostos e dedos apontando um caminho.

Tanta falsidade, dissimulação instantânea.

Você continua aí, do seu lado, reclamando.

Nunca satisfeita com o que conseguiu.

 

Talvez, não consiga ver aonde chegou.

Ou prefira não ver o que deixou pra trás.

Se você amasse o que tem agora,

Teria tudo o que sempre quis.

 

(André Rossetto)



Escrito por André Rossetto às 21h19
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 Hello, Stranger.

 

Linda, desculpe a minha grosseria,

Eu não consigo evitar.

Linda, eu amo a sua ousadia,

E o jeito como você me ignora

Eu sei. Você diz querer esquecer.

Mas na verdade, é tudo o que você não quer.

Não sei como consegui viver,

Tanto tempo sem te conhecer.

 

Linda, eu fico perdido quando você não está.

Linda, eu conto os minutos e os segundos, esperando você chegar.

 

Você diz que o meu mau-humor

Te irrita, mas você acha lindo.

Você acha que eu não sei o que é o amor,

E diz que às vezes te confundo.

Sabe, sempre, muito bem o que dizer,

Mas não aprendeu quando parar.

Que tal um café forte e um bom livro para ler,

Antes de a gente se matar?

 

Eu não posso ser perfeito,

E eu não quero ser.

E se você quiser tentar esquecer,

O que eu posso fazer?

Mas, tanto eu quanto você, sabemos disso.

Você não pode esquecer. Este não é nosso destino.

 

André Rossetto

(A Divina Traição)



Escrito por André Rossetto às 22h06
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Dentro do coração de um garoto...

 

 

Talvez eu não seja o mesmo garoto que você viu crescer.

Eu não posso ser perfeito e talvez eu nem queira ser.

 

Talvez você não saiba o que há por dentro deste coração.

Eu sei, temos pouco tempo pra escolher uma nova direção.

 

Talvez você não entenda o que é esperar

Por alguém que não quer mais voltar.

 

Será que você percebe como é difícil aceitar,

Que eu não sou mais o garoto que vivia de sonhar?

 

Será que eu ainda posso acreditar mais uma vez em ti?

Se ao menos eu tivesse um lugar, ou um motivo pra partir.

 

Será que você não entende o que é esperar

Por alguém que não quer mais voltar.

 

Dentro do coração de um garoto...



Escrito por André Rossetto às 18h36
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Exageros.

 

A vida é feita de quedas e vôos.

É feita de apostas e convicções.

E às vezes, você abre os seus olhos,

E descobre que te enganaram.

 

A vida é feita de desperdícios.

Feita de vícios e exageros.

E às vezes você cansa de procurar,

De viver caçando alívio.

 

Você se sente como um ator coadjuvante,

Sendo dirigido em seu próprio teatro.

Sempre em segundo plano, na sombra.

Escolhendo qual o próximo passo.

 

Você anda pelas mesmas ruas,

Recolhendo os restos da sua auto-estima.

Insiste em afogar suas memórias

Nas mesas sujas, nos cantos escuros.

 

Você busca diversão, almeja ser feliz.

Mas está sempre fugindo, escapando por um triz.

Pois, agora percebe que quando tudo está perfeito,

É melhor tomar cuidado.

 

A vida não é feita de perfeição,

E quando a esmola é alta, o santo desconfia.

Você finge não se importar e esquecer.

Mas o preço da felicidade é alto demais.

 

A vida tem os olhos inocentes e encantadores,

Como as crianças que te olham na rua.

E a compreensão da vida está anos-luz à frente

Da capacidade do nosso entendimento.

 

 (André Rossetto)



Escrito por André Rossetto às 20h33
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Vitória.

 

E de repente, você se cala.

Talvez por não precisar dizer mais nada.

Você se fascina com sua importância,

Mesmo que pareça muita arrogância.

De repente, você abre os olhos,

E não sente mais a dor de andar só.

 

Você é pego de surpresa, à queima-roupa,

E se entrega completamente ao momento.

E se pergunta por que exatamente você?

O que há de tão especial, tão mágico?

E ela te responde: Sua normalidade.

E agora sim, você está voando.

 

Ela é tão indecisa, confusa, curiosa.

Mas é exatamente isso o que você espera.

Alguém que lhe dê algum valor,

Provavelmente, até mais do que mereça.

Alguém que precisa saber o que você pensa.

Alguém que gosta de te descobrir.

 

Alguém que te surpreende a cada dia.

Que te impressiona por ser tão ímpar.

Por ser uma garota que quase nunca percebe

Quão perspicaz e clarividente é.

Alguém que te encanta por ser plena luz.

O triunfo, a conquista, a vitória.

 

(André Rossetto)



Escrito por André Rossetto às 22h26
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Café, ódio e algumas linhas em branco.

 

Você sabe o que é cansar?

Sabe o que é ficar doente por esperar,

Vendo suas horas correndo

E as pessoas rindo de ti?

 

Você sabe o qual o preço da descrença?

Sabe o que é não agüentar mais ouvir mentiras?

Você não sabe... Você não quer saber.

Seu café ainda está quente, então...

 

Mas se você pensa que eu me importo,

Você se engana, porque já me levantei.

E estou me sentindo muito mais vivo

 

Agora posso sentir o sangue correndo por meu corpo,

E ver que todos os dias em que lutei,

Agora parecem fazer algum sentido.

 

(André Rossetto)



Escrito por André Rossetto às 19h45
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Penalidade máxima.

 

Não me peça coerência.

Não vê que estou no comando?

Eu cuspo minha coerente percepção,

Nestas linhas esquecidas.

 

Este é meu time, meu jogo.

A multidão despedaça o silêncio.

Temos a posse de bola, amigo!

Driblo tua indiferença pela intermediaria.

 

Estou aqui, buscando, correndo.

Focado em meus objetivos.

Tua defesa é inútil e rendida.

Teu desespero resplandece aos olhos atentos.

 

É a bola do jogo!

Você perde o senso de direção.

O ângulo chama, o estádio silencia.

O segundo cega a vitória.

 

Na trave... Novamente, na trave!

Você se rende incapaz de reagir.

O segundo tempo ferve os pés.

Nossos olhos se unem a uma só meta.

 

A colisão... Os músculos queimam e contraem.

 Apito rasga o ar e tira o estádio de órbita.

A multidão vocifera, mas isso é entre eu e você.

E então, em que lado eu vou bater?

 

(André Rossetto)



Escrito por André Rossetto às 22h51
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A sinfonia dos ventos

 

Respire e descanse até poder se levantar.

Docinho, ainda temos muito tempo pra gastar.

Esqueça tudo que eles dizem, não importa,

Se insistirmos em seguir um caminho sem volta.

 

Olhe em meus olhos e diga-me o que você quer.

Um cigarro? Um copo cheio? Um lugar qualquer?

Alguns trocados e alguém que possa lhe dar,

Novas mentiras e um bom motivo pra sonhar.

 

No fim da estrada de tijolos amarelos.

 

Na televisão lhe dizem o que deve ser,

O que deve comprar e tudo que precisa ter.

Andando pelas ruas, procurando explicação,

Por se sentir sozinha em meio a esta multidão.

 

Eu sei que você gosta do perigo de viver,

Em alta velocidade, insistindo em correr,

Por se sentir covarde, usada e traída,

Na sinfonia dos ventos das ruas sem saída.

 

(André Rossetto - A Divina Traição)



Escrito por André Rossetto às 01h54
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É tão bom te ver em mim.

No meu peito, estampado.

Sentir sua força, suas cores.

É tão bom ser fiel a ti.

 

É tão bom sofrer por você.

E gritar seu nome para todos ouvirem,

O orgulho de fazer parte de sua história.

É tão bom te ver subindo as escadas.

 

É tão lindo sentir os olhos enchendo-se de lágrimas,

E o coração batendo forte, acelerado.

Acompanhando-te a cada passo seu.

É tão lindo ver você jogar.

 

É tão lindo ver milhões empurrando onze.

Ouvir teu nome ecoando no ar.

Cobrindo a cidade em preto e branco.

É tão lindo ver o estádio cheio.

 

Corinthians, meu Corinthians.

Sou apaixonado por ti.

E meus filhos e os filhos deles,

Também serão.

 

Eu nunca te abandonarei,

Pois era minha história ontem,

És minha vida hoje,

E será eternamente meu amor.

 

(André Rossetto)

 



Escrito por André Rossetto às 00h49
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